Imigração Japonesa no Brasil

O Kasato Maru

Kasato Maru era o nome do navio que trouxe os primeiros imigrantes do Japão para o Brasil em 1908.

O Kasato Maru – consignado à Agência Marítima Wilson Sons. Era o resultado de um tratado entre a Companhia Imperial de Emigração, fundada por Ryu Mizuno, e o Governo do Estado de São Paulo aportou em Santos em uma quinta feira 18 de junho de 1908 as 9:30hs, com 781 imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre os dois paises e vindo do porto japonês de Kobe. Foi seguido pelo Ryojun Maru em 28 de junho de 1910, com mais 906 imigrantes.

Entretanto, no primeiro ano a colheita foi ruim para os japoneses e o trabalho de três pessoas não alcançou a diária de um trabalhador de fazenda. Mesmo assim, a 28 de junho de 1910 chegaram a Santos mais 247 famílias japonesas, no navio Ryokun Maru, num total de 906 pessoas, encaminhadas para a lavoura de café da região da Alta Mogiana. Entre 1912 e 1914, foi registrada a entrada de mais oito navios trazendo imigrantes japoneses, num total de 13.289 pessoas.

A chegada

O primeiro navio chegou em uma quinta feira 18 de junho de 1908 , a bordo do navio Kasato Maru, com 781 passageiros. Vieram para trabalhar nas fazendas de café do interior do Estado de São Paulo.
De 1908 até 1941 (às vésperas da eclosão da Segunda Guerra) emigraram ao Brasil cerca de 188 mil imigrantes-agricultores. Após a Guerra, a imigração dos japoneses foi reaberta em 1953 estendendo-se por mais 10 anos totalizando cerca de 50 mil imigrantes japoneses.
A vinda dos imigrantes japoneses ao Brasil foi resultante de uma conjugação de dificuldades e interesse de ambos os países – no Brasil, especificamente os fazendeiros de café, enfrentavam problemas com a mão-de-obra desde que houve a libertação dos escravos negros. O Japão enfrentava uma das piores crises de sua história marcada não somente por problemas econômico-financeiros mas também pelo desemprego e excedente populacional.

Os imigrantes da primeira fase (até 1941) chegaram ao Brasil dispostos a trabalhar de 3 a 5 anos, economizar para retornar ao Japão. Poucos deles conseguiram atingir esse objetivo.

Depois de cumprir os dois ou três anos do contrato nas fazendas de café, a maioria deles saiu para tentar a vida independente como agricultores, principalmente na zona oeste do Estado de São Paulo. Plantaram arroz, café, algodão, verduras, frutas, entre outros.

Foi exatamente no pré-guerra que os imigrantes japoneses começaram a ser conhecidos como agricultores. Em 1912, 92,6% dos japoneses dedicavam-se ao cultivo do café. Em 1942, essa porcentagem muda – 24,3% deles cultivavam café, aumentando o cultivo do algodão (39,2%) e das culturas chamadas suburbanas (verduras, legumes, frutas e avicultura), para 19,9%. Logo após o final da Segunda Guerra Mundial, intensifica o movimento de êxodo rural entre os imigrantes – deixam a zona rural para morar e trabalhar na cidade (na Capital ou interior). As famílias tornam-se pequenos comerciantes (lavandeira, mercearias, feiras, cabelereiras, oficinas mecânicas, etc) e concentram-se na educação dos filhos. Outras famílias decidem morar na zona suburbana (dedicando-se às atividades horti-fruti-granjeiros) devido a proximidade de boas escolas para os filhos nas cidades maiores. Em 1952, 34,1% dos imigrantes japoneses estavam voltados para as atividades horti-fruti-granjeiras, enquanto os plantadores de café japoneses tinham baixado para 27,5% e de algodão para 20,5%. Interessante que dados de 1988 indicaram que 80% dos nipo-brasileiros estavam residindo na zona urbana, mas ainda continuam com a fama de agricultores.

Calcula-se que cerca de 1.400.000 dos brasileiros sejam descendentes de japoneses, e perto de 80% residem no Estado de São Paulo, sendo cerca de 360 mil deles na cidade de São Paulo.

Calcula-se que cerca de 300 mil brasileiros descendentes de japoneses estão trabalhando no Japão. Trata-se do movimento chamado de “dekassegui” (literalmente sair para ganhar dinheiro) iniciado por volta de 1985. Atingiu o ponto alto em 1991 (96,3 mil durante esse ano foram ao Japão) com a mudança da legislação do Japão e a crise econômico-financeira do Brasil.

 

Clube do Akita – O Guardião Japonês – Site: http://www.clubedoakita.com.br